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Nunca se formou tantos médicos no país

Você já parou para pensar quanto tempo um médico recém formado tem que trabalhar para recuperar o investimento nos estudos?

 

A resposta é: muitos! E cada vez mais esse número aumentará. Veja uns exemplos:

Salário desvalorizando: no interior de São Paulo, uma médica formada há mais de dez anos e que trabalha na saúde pública recebe estarrecida a notícia de que o salário do médico na unidade básica de saúde vai baixar cerca de trinta por cento a partir de agora. Ela pensa: “não deveria ser o contrário?”
Sim, ao se formar, todo profissional imagina que, quanto mais o tempo passar e mais experiência ele tiver na profissão que escolheu, mais a sua remuneração irá aumentar. Mas nem sempre é assim que acontece, pois vários outros fatores estão envolvidos e podem influenciar, conforme falaremos em seguida.

Já numa outra cidade brasileira, em Niterói, no Rio de Janeiro, uma acadêmica ingressa na faculdade de medicina com o sonho de ter uma vida próspera, e o valor mensal da faculdade dela é de R$ 9.500,00.

Mas o que as duas mulheres, que escolheram a mesma profissão, têm em comum?
A médica do interior de São Paulo, formada há mais de dez anos, ganha líquido trabalhando todos os dias, quarenta horas semanais, o mesmo que a futura médica, investe para se formar.

É incrível dizer isso, mas se tudo ocorrer como nos últimos anos e a desvalorização seguir o mesmo ritmo, certamente, a jovem acadêmica irá demorar uma ou duas décadas para reaver apenas o valor investido em sua formação. É claro que a conta dos acadêmicos não vai fechar e talvez, em alguns anos, o número de estudantes de medicina diminua no Brasil.
O investimento é muito alto! E como vimos, o mercado da medicina já não é tão próspero quanto era no passado. Mas não pensa que a conversa para por aí. Ainda tem a concorrência!

 

Concorrência

No passado, ela praticamente, não existia. Eram poucos especialistas em cada região e o paciente não tinha quase nenhuma escolha, bastava ele acreditar na indicação e procurar o médico.
Hoje, o cenário mudou! Nunca se formou tanto médico como agora e os números vêm crescendo.
Segundo dados do Conselho Federal de Medicina, já são mais de 470 mil médicos formados, encabeçando uma competição acirrada no mercado da medicina.

Ainda segundo o CFM, o aumento significativo da população médica aconteceu nos 26 estados e no Distrito Federal, o que mostra que essa oferta tem crescido mesmo nas áreas mais distantes, apesar de persistir uma tendência de concentração nos estados e regiões mais desenvolvidos, em especial no Sul e no Sudeste, bem como na faixa litorânea.
A perspectiva é que em meados de 2020, o Brasil tenha MEIO MILHÃO de médicos com diploma na mão em busca do seu lugar ao sol.

O que nunca muda é que a lei do mercado é implacável e se aplica em todas as áreas: a lei da oferta e da procura.
Muitos profissionais competindo por espaço gera mão de obra especializada cada vez mais barata nas mãos dos agentes do estado, da saúde suplementar e dos grandes hospitais!
Os que tem muitos anos de profissão e com uma carreira e clientela sólidas não irão sofrer tanto com esses efeitos quanto os recém formados, mas, até os mais experientes sabem que o mercado mudou.
Portanto, é factível afirmar que a bolha da medicina vai estourar, e só sobreviverá aquele que não se negar a enxergar. Caso contrário, não tem jeito: ficará para trás.

Para completar, vamos analisar alguns dados:
• No Brasil, o número de faculdades de medicina mais que dobrou nos últimos 30 anos;
• Existe ainda, os médicos brasileiros formados em outros países e que retornam ao Brasil para exercer a medicina, o percentual aumentou mais de 400% nos últimos 10 anos;
• A jornada de trabalho média na medicina passou de 49 para 52 horas semanais.

Em outras palavras, o médico nunca precisou trabalhar tanto, para ganhar cada vez menos.
Por tudo que vimos até aqui, é que digo: o médico “precisa” se diferenciar da concorrência.
A prática de uma boa medicina é uma obrigação de todo especialista, mas o “pulo do gato” acontecerá para aqueles que, além de bons médicos, se destacarem pelo “algo a mais”. E as pessoas só terão isso através de um bom marketing médico.

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